quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

...

Dia comum, pessoas comuns. Em um momento comum, eu escuto palavras comuns, mas referidas a mim, com pesos. Eu esqueço o comum, e me sinto ferida. Tento ignorar, não me abalar, pois sei quem sou. Ou não? Não sei mais quem sou, tal palavras entraram com tanta força em minha mente, que esqueci tudo o que me erguia. Palavras inúteis, palavras insensatas, palavras ... hostis.
Goste do diferente, do que não é o mais atraente, porém o mais incrível. E argumentos não são suficientes.
É perceptível a capacidade das pessoas em ofender por não aguentar tanto amor. E a fragilidade são essas ofensas. A minha, pelo menos.
Ou então a burrice, pois tem conhecimento suficiente de saber o porque de estar assim. E ainda me sinto abalada, posso dar um passo, mas a marca deste ficou.
Eu deveria erguer a cabeça, não me afetar. Bobagem, não?
Me sinto aliviada. E melhor. Mas não consigo crescer com isto.

sábado, 20 de novembro de 2010

Laços


Estava pensando esses dias, como a gente se apega fácil em algumas pessoas. Criamos um afeto gigantesco, é como se encontrássemos o que falta em nós, no outro. Não dá exatamente pra definir, não existe palavra que diga. Seria, um amor? Amizade? Começamos a perceber isso quando sentimos uma satisfação, um bem estar. Rir das coisas mais idiotas, ter assunto o dia inteiro, tirar fotos engraçadas, perguntar coisas íntimas sem ter medo do que ela vai pensar, ficar mal quando ela está mal também. Quem lendo isso não lembrou de no mínimo uma pessoa? Uma pessoinha, todos nós temos.
Eu não seria eu mesma, sem essas pessoas. Elas me tornam melhor, eu me torno boa, pura ao lado delas!
Acordar, e lembrar de que se você cair e não tiver forças para se levantar, irá ter alguém que vai pegar na sua mão, e te ajudar. Porque sozinho ninguém sobrevive.
Essa é a tal questão, o que fez eu precisar tanto dessas pessoas, precisar tanto de mim como delas.
Você se pega pensando em alguém quando escuta uma música, lê alguma frase, vê alguma foto. São os laços, nos unimos e nos amarramos. É aquele laço em que você amarra fraquinho primeiro, pra ver se é de boa qualidade. Ele se solta, e aí você amarra com mais força para ele não se desprender. São os laços da vida, da nossa vida. Quem são os seus laços?

domingo, 19 de setembro de 2010

Insípido Casmurro


"Sancha quis despedir-se do marido, e o desespero daquele lance consternou a todos. Muitos homens choravam também, as mulheres todas. Apenas eu, me contentava com um gole seco de saliva e angústia, tentando observar Escobar, o morto e Bentinho, insípido Casmurro. Em detalhes, sua reação. Me sentia presa, aonde todos os meus movimentos, de uma virada de olhos à uma dobrada de pernas, fossem avaliados e criticados, como se eu transparecesse um perigo.

Amparava Sancha, já que esta, a viúva, tinha tido uma perda grande. Grande, me refiro a Escobar. Bom este homem que me alegrou em momentos sofríveis, me confortou em dias secos e frios, me fez sentir livre e mulher, coisa que Bentinho não conseguia. Todo o seu calor era levado para mim, e numa explosão me sentia melhor com ele, motivo inseguro de Dom Casmurro.

Neste momento, recebi uma olhada fixa, que leu meus pensamentos fragmentados e tirou sua própria conclusão, me fuzilando com sua permanência de olhos. Foi o bastante para me escorrer uma lágrima, que desceu sobre minhas olheiras cansadas das noites sem sonos e sonhos. Uma atitude involuntária de limpá-las como se fossem canivetes a cortar-me os punhos. Bentinho mostrou uma expressão dolorosa, desceu os ombros e virou-se como se o que eu merecesse eram apenas suas costas, grandes e lisas, como um grande pedaço de madeira, duro para que não o quebre.

Eu, a mercê da situação, forte suspirei, e logo percebi que tudo que começou, acabára por um ciúmes incontrolável, e complexo."


- Adaptação de Dom Casmurro - Capítulo CXXIII: Olhos de Ressaca

sexta-feira, 30 de julho de 2010

É complexo

Poucas pessoas sabem o que é amar. Eu as invejo eternamente. É uma coisa tão intensa, que quanto mais insistimos nela, a queda é mil vezes maior. Saber lidar com as pessoas que são craques em iludir é um completo dom. Nos tornamos vulneráveis e sensíveis a simpatía de uma pessoa.
Meninos, são tão desprezíveis e necessários como uma faca. Machucam se não tomarmos um certo cuidado, mas são os únicos que conseguem dividir um inteiro. Nos dão a oportunidade de sentir todas as emoções. Nos tornarmos um poço de sentimentos a flor da pele. Colocar pra fora, vomitar toda essa insegurança, esse medo, essa paixão, esse sofrimento. Engolir de vez a razão, e digerir essa emoção. É assim que é. Nesse tempo contemporâneo, o mundo se torna um esfera sem rumo. Ninguém mais quer pensar em si mesmo. Quer se deixar levar, quer ser de quem for. Eu particularmente prefiro montar minha própria estrada. Seja quem for parar nela, vai receber um turbilhão de motivos para ficar e assumir o volânte, ou puxar o freio e descer.





Obs: Este é sem imagem, monte a sua própria.

domingo, 25 de julho de 2010

Liberdade




Ás vezes, se sentir livre é a melhor coisa. Ficar presa em alguém, não é sempre a melhor opção. Ou mesmo, precisar de uma pessoa pra se sentir completa. Amar é tão mais intenso que isso, não existe a expressão "amei". Ou se ama para sempre, ou nunca houve amor. Além do que, se envolver requer muita maturidade, muita segurança e confiança. Então, pra quê necessitar de uma coisa tão complicada, quando se tem a possibilidade de esperar? Estar "preso" um com o outro é uma responsabilidade grande. Penso que selecionar, avaliar, deixa a resposta final mais misteriosa, e o mistério é chave de tudo para começar uma forte paixão. O tempo nos ensina que quando estamos juntos, sentimos falta da liberdade. Quando estamos livres, sentimos falta da união. E aí que esperar vale a pena. Até achar seu ponto fraco, aonde entrar de cabeça, vai valer a pena.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Existência


Tava pensando nesses dias na minha existência. Na 'nossa' pra falar a verdade. Pensa comigo, por que a gente existe? Me diz, tem alguma função, algum propósito? Nós destruímos o meio ambiente, abandonamos e maltratamos animais, usamos da nossa inteligência para criação de bombas... É claro que você me entendeu quando citei "nós". Se formos vermos somos inúteis nesse imenso mundo. Sofremos, amamos, trabalhamos, aprendemos, morremos... Á custo de quê? Evolução da espécie? Pelo que sei não fazemos parte da cadeia alimentar, digo, não somos comidos por nenhum outro tipo de animal, ser, criatura, etc. Não nos decompomos ao ar livre, não temos matéria orgânica que faça nascer e fertilizar solos e plantas. Então, pra que temos que estar todo dia, neste globo azul? Confesso que já tive respostas, mas respostas sem sentido. E essa bola imensa vai acabar se ferindo. Culpa de quem? De nós! Essa espécie insignificante, sem importância alguma para o equilíbrio da natureza. Alguns nascem com defeitos, outros com doenças, e outros se machucam ao longo da vida. Não há necessidade alguma em existirmos e termos que aguentar dor nessa jornada nula. Nada é por acaso, deve haver algo que possa explicar tudo isso. Algum dia vai esclarecer tão grande dúvida! E a nova era vai entrar com a resposta. Agora, esqueça tudo isso que você leu, afinal já que estamos aqui, vamos marcar nossa presença.





E por favor, não se mate pela nossa insignificância.

domingo, 11 de julho de 2010

Se eu fosse um garoto


Se eu fosse um garoto eu cresceria acreditando na mulher perfeita pra mim. Eu aprenderia a amá-las e respeitá-las. Não ás magoaria e nem criticaria, pois ser mulher requer muita confiança e superação. Seria surpreendente, e a cada noite à presentiaria com um jantar e flores. À levaria num campo, verde, ao por-do-sol, e expressaria todo meu amor igualando ao brilho daquela imensa e quente bola de fogo. Diria que a garota mais linda era a que estava em meus braços, e o todo o tempo do mundo à daria pra pensar se queria ficar comigo. A noite, ligaria e diria que sonharia com ela, que mesmo sozinha ela estaria em meus pensamentos.

Seria correto, e não a decepcionaria nunca.

Sinceridade e fidelidade seriam meus pontos fortes, eu a amaria mais que tudo. Faria o impossível para que sua vida se tornasse perfeita, como a minha ao seu lado. Eu teria muitos amigos, iria ao bar ou a casa deles, beberia o suficiente e voltaria pra casa sóbrio, com aquela jaqueta de couro que você adora. Teriamos filhos, filhos lindos. Eu os amaria eternamente, trabalharia e ganharia o suficiente para que eles nunca passassem vontade. E ficaria velhinho, cabelos grisalhos ao seu lado. Mesmo com aquela idade em que o calor do corpo não à esquenta totalmente, e o beijo não se torna tão profundo, eu faria de tudo para reconquistá-la. Pois na vida, no amor, se conquista e reconquista as mulheres, todos os dias.