sexta-feira, 30 de julho de 2010

É complexo

Poucas pessoas sabem o que é amar. Eu as invejo eternamente. É uma coisa tão intensa, que quanto mais insistimos nela, a queda é mil vezes maior. Saber lidar com as pessoas que são craques em iludir é um completo dom. Nos tornamos vulneráveis e sensíveis a simpatía de uma pessoa.
Meninos, são tão desprezíveis e necessários como uma faca. Machucam se não tomarmos um certo cuidado, mas são os únicos que conseguem dividir um inteiro. Nos dão a oportunidade de sentir todas as emoções. Nos tornarmos um poço de sentimentos a flor da pele. Colocar pra fora, vomitar toda essa insegurança, esse medo, essa paixão, esse sofrimento. Engolir de vez a razão, e digerir essa emoção. É assim que é. Nesse tempo contemporâneo, o mundo se torna um esfera sem rumo. Ninguém mais quer pensar em si mesmo. Quer se deixar levar, quer ser de quem for. Eu particularmente prefiro montar minha própria estrada. Seja quem for parar nela, vai receber um turbilhão de motivos para ficar e assumir o volânte, ou puxar o freio e descer.





Obs: Este é sem imagem, monte a sua própria.

domingo, 25 de julho de 2010

Liberdade




Ás vezes, se sentir livre é a melhor coisa. Ficar presa em alguém, não é sempre a melhor opção. Ou mesmo, precisar de uma pessoa pra se sentir completa. Amar é tão mais intenso que isso, não existe a expressão "amei". Ou se ama para sempre, ou nunca houve amor. Além do que, se envolver requer muita maturidade, muita segurança e confiança. Então, pra quê necessitar de uma coisa tão complicada, quando se tem a possibilidade de esperar? Estar "preso" um com o outro é uma responsabilidade grande. Penso que selecionar, avaliar, deixa a resposta final mais misteriosa, e o mistério é chave de tudo para começar uma forte paixão. O tempo nos ensina que quando estamos juntos, sentimos falta da liberdade. Quando estamos livres, sentimos falta da união. E aí que esperar vale a pena. Até achar seu ponto fraco, aonde entrar de cabeça, vai valer a pena.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Existência


Tava pensando nesses dias na minha existência. Na 'nossa' pra falar a verdade. Pensa comigo, por que a gente existe? Me diz, tem alguma função, algum propósito? Nós destruímos o meio ambiente, abandonamos e maltratamos animais, usamos da nossa inteligência para criação de bombas... É claro que você me entendeu quando citei "nós". Se formos vermos somos inúteis nesse imenso mundo. Sofremos, amamos, trabalhamos, aprendemos, morremos... Á custo de quê? Evolução da espécie? Pelo que sei não fazemos parte da cadeia alimentar, digo, não somos comidos por nenhum outro tipo de animal, ser, criatura, etc. Não nos decompomos ao ar livre, não temos matéria orgânica que faça nascer e fertilizar solos e plantas. Então, pra que temos que estar todo dia, neste globo azul? Confesso que já tive respostas, mas respostas sem sentido. E essa bola imensa vai acabar se ferindo. Culpa de quem? De nós! Essa espécie insignificante, sem importância alguma para o equilíbrio da natureza. Alguns nascem com defeitos, outros com doenças, e outros se machucam ao longo da vida. Não há necessidade alguma em existirmos e termos que aguentar dor nessa jornada nula. Nada é por acaso, deve haver algo que possa explicar tudo isso. Algum dia vai esclarecer tão grande dúvida! E a nova era vai entrar com a resposta. Agora, esqueça tudo isso que você leu, afinal já que estamos aqui, vamos marcar nossa presença.





E por favor, não se mate pela nossa insignificância.

domingo, 11 de julho de 2010

Se eu fosse um garoto


Se eu fosse um garoto eu cresceria acreditando na mulher perfeita pra mim. Eu aprenderia a amá-las e respeitá-las. Não ás magoaria e nem criticaria, pois ser mulher requer muita confiança e superação. Seria surpreendente, e a cada noite à presentiaria com um jantar e flores. À levaria num campo, verde, ao por-do-sol, e expressaria todo meu amor igualando ao brilho daquela imensa e quente bola de fogo. Diria que a garota mais linda era a que estava em meus braços, e o todo o tempo do mundo à daria pra pensar se queria ficar comigo. A noite, ligaria e diria que sonharia com ela, que mesmo sozinha ela estaria em meus pensamentos.

Seria correto, e não a decepcionaria nunca.

Sinceridade e fidelidade seriam meus pontos fortes, eu a amaria mais que tudo. Faria o impossível para que sua vida se tornasse perfeita, como a minha ao seu lado. Eu teria muitos amigos, iria ao bar ou a casa deles, beberia o suficiente e voltaria pra casa sóbrio, com aquela jaqueta de couro que você adora. Teriamos filhos, filhos lindos. Eu os amaria eternamente, trabalharia e ganharia o suficiente para que eles nunca passassem vontade. E ficaria velhinho, cabelos grisalhos ao seu lado. Mesmo com aquela idade em que o calor do corpo não à esquenta totalmente, e o beijo não se torna tão profundo, eu faria de tudo para reconquistá-la. Pois na vida, no amor, se conquista e reconquista as mulheres, todos os dias.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Crescer de mente


Não entendo. Não me entendo. A minha vida está em constante transformação, eu estou. Preciso começar a decifrar cada detalhe sobre mim, caso eu me perca. Crescer de mente, amadurecer. Percebi isso quando deixei a barbie de lado, e peguei o lápis de olho. Quando deixei de assistir desenho, pra ver "babados dos famosos". Aquela inocência já havia sido quebrada há algum tempo. Mesmo que eu seja pequena ainda, é uma era de pura mudança. Alguns podem pensar que eu estou querendo crescer rápido, virar adulta e ser dona do meu próprio nariz. Outros vão se identificar, parar e pensar: "Puxa, eu estou passando pelo mesmo momento!" O coração e o cérebro não atuam junto nisso. Cada um vai pra um lado. O coração fica bobo, se apega fácil por aquele que tem o melhor perfume e o melhor abraço. O cérebro já pensa em estudar mais, ajudar mais, não responder pra mãe o pro pai. É aquela fase da rebeldia. Tenho 13 anos, já posso sair sozinha, já posso ir para aquelas festas que não são de aniversário, já tenho idade suficiente para me manter. E pensar que na hora em que precisamos do abraço da mãe, daquela arrumadinha na cama, daquela comida quentinha, daquele presente no dia das crianças, daquela confiança ainda se é uma criança. Um momento, vou colocar meus óculos. É já estou usando. Os olhos não são mais os mesmos. Aqueles olhos alegres, novos, inteiros aonde eu via apenas brincadeiras, foram trocados pelos olhos que vivem em uma tela de computador, televisão. Vivem olhando para aquela lousa cheia de equações e fórmulas. Acabei de guardar meus sapatos, sapatos de salto. Não são mais aquelas rasteirinhas da Hello Kitty, aqueles tênis super fofos e rosas, aquelas botinhas de camurça. Precisei procurar camurça no dicionário. Nessa idade, escrever errado se torna feio, e não bonitinho. Concluo então que eu ainda irei me surpreender mais com essas transformações, e sempre irei aprender de alguma forma, o quanto cresci por dentro.